CURIOSIDADES SOBRE 50 MÚSICOS BRASILEIROS

Curiosidades sobre 50 músicos brasileiros

1. Adoniran Barbosa
João Rubinato era o verdadeiro nome de Adoniran Barbosa. Em sua certidão, constava que seu nascimento havia sido em 1910. Trata-se de uma falsificação, feita para que ele pudesse trabalhar mais cedo, em uma metalúrgica. Em 1935, João virou Adoniran. O nome artístico veio de um personagem que João apresentava na rádio. Com o sucesso de Adoniran Barbosa, todos começaram a chamá-lo assim. Pegou Adoniran de um amigo querido, e o Barbosa foi homenagem ao cantor Luís Barbosa.

2. Ary Barroso
Depois que ficou órfão, aos 7 anos, Ary Barroso foi criado por uma tia-avó, que queria torná-lo pianista de concerto ou padre. Por isso, o obrigava a estudar 3 horas de piano por dia. Como sabia que era um bom compositor, Ary Barroso não hesitava em mudar a letra de canções compostas por outros artistas. Fez assim com “Na Virada da Montanha”, de Lamartine Babo. O resultado foi o sucesso “No Rancho Fundo”.

3. Ataulfo Alves
Ataulfo recebeu o apelido de “General do Samba”. “Ai que saudades da Amélia”, seu maior sucesso, foi feito em parceria com Mário Lago. Amélia, a musa inspiradora, seria uma antiga lavadeira que trabalhava com a família de um irmão de Aracy de Almeida.

4. Braguinha
O músico foi responsável pela versão brasileira das músicas de animações da Disney como Branca de Neve e os Sete Anões (1938), Pinóquio (1940), Dumbo (1941) e Bambi (1942). Compôs, ao lado de Pixinguinha, o eterno clássico do choro “Carinhoso”.

5. Caetano Veloso
Antes de se dedicar definitivamente à música, Caetano trabalhou como crítico de cinema para o Diário de Notícias na década de 60. Seu chefe era ninguém menos que Glauber Rocha.

6. Carmen Miranda
A cantora tinha pouco mais de 1,50 metro de altura. Usava turbantes e sandálias com saltos enormes para parecer menos baixinha. Apesar de ser conhecida como “Taí”, o nome da marchinha de Joubert de Carvalho, gravada por Carmen Miranda, era “Pra você gostar de mim”. Vendeu 35 mil exemplares em 1930, um número impressionante para a época. Carmen Miranda alcançou tamanho sucesso nos Estados Unidos que chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood.

7. Cartola
Angenor de Oliveira ganhou o apelido de “Cartola” dos amigos de obra, quando trabalhava como pedreiro. Para não sujar o cabelo de cimento, ele usava um chapéu coco. Cartola só descobriu que seu nome era Angenor e não Agenor em 1965, quando assinou os papéis de seu casamento com Dona Zica. Ela foi a inspiração da clássica “As Rosas Não Falam”. O artista trabalhava como lavador de carros quando foi redescoberto pela mídia, em 1956, aos 48 anos. Passou cerca de 20 anos no esquecimento depois de ter sido revelado como compositor. Gravou seu primeiro disco solo aos 65 anos.

8. Cazuza
O nome verdadeiro de Cazuza era Agenor de Miranda Araújo Neto. A palavra “Cazuza” quer dizer, no Nordeste, moleque. Já o dicionário a define como “vespídeo solitário, de ferroada dolorosa”. Em 1989, o cantor assumiu publicamente que era portador do vírus HIV, se tornando o primeiro artista brasileiro a fazê-lo.

9. Chico Buarque
Quando criança, o cantor tinha um álbum de recortes com fotos de cantores do rádio. Ele compôs suas primeiras músicas aos 9 anos de idade. Eram marchinhas de carnaval. A marcha-rancho “A Banda”, que ganhou o 1º Festival da Música Popular Brasileira (1966), foi traduzida para diversos idiomas. Ela também entrou para o repertório da Band of Irish Guards, uma das corporações musicais que se apresentam durante a troca de guarda do Palácio de Buckingham, na Inglaterra.

10. Chico Science
O pernambucano era conhecido como o “cientista dos ritmos”. Fundou, nos anos 90, o manguebit, movimento de contracultura que faz uso da diversidade musical para fazer uma crítica social. Morreu aos 33 anos, vítima de uma falha do cinto de segurança em um acidente de carro.

11. Chiquinha Gonzaga
Quando Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a primeira compositora de música popular brasileira, se viu obrigada a escolher entre o marido e o piano, não teve dúvidas: “Senhor meu marido, fico com o piano, porque eu não posso viver sem harmonia”. O casal se separou. Ela produziu cerca de 2 mil músicas. A mais conhecida é “Ó abre alas”, de 1899, considerada a nossa primeira marcha carnavalesca. Chiquinha Gonzaga lutou durante sua vida pelos direitos autorais de sua música. Na sociedade machista da época, muitos não acreditavam que era ela quem fazia suas músicas. Chiquinha foi a primeira no Brasil a reivindicar esse direito do compositor.

12. Clementina de Jesus
Ainda menina, a filha de uma lavadeira aprendeu o canto dos escravos, que influenciariam sua carreira musical. Por mais de 20 anos, Clementina, sem condições financeiras de investir na música, trabalhou como empregada doméstica, lavadeira e passadeira. Só aos 62 anos teve a oportunidade de estrear nos palcos como sambista profissional. Clementina de Jesus gravou mais de 120 músicas.

13. Daniela Mercury
Em 1981, com apenas 15 anos, a baiana estreou no Carnaval de Salvador. Usando a roupa de sua festa de debutante – vestido colorido e sandália de couro -, se apresentou durante os 4 dias de Carnaval sem receber nenhum cachê.

14. Dolores Duran
Adileia Silva da Rocha adotou o nome Dolores Duran aos 16 anos, quando assinou contrato com a boate Vogue, no Rio de Janeiro. Ela foi chamada para o emprego depois de ganhar um concurso de boleros. Por ser muito jovem, a cantora teve que falsificar documentos para poder trabalhar. Dolores cantava em inglês, francês, italiano, espanhol e português. Autodidata, ela aprendeu todos os idiomas ouvindo músicas.

15. Dorival Caymmi
Aos 13 anos, Dorival parou de estudar para trabalhar no jornal O Imparcial, que fechou em 1929. Seu emprego seguinte foi em uma distribuidora de bebidas. Foi demitido depois que, junto com amigos, decidiu experimentar as amostras do estoque. Gravou 28 discos, incluindo parcerias, e compôs 120 canções. O baixo número de composições deu a Caymmi a fama de preguiçoso.

16. Elis Regina
A filha de dona Ercy e seu Romeu nasceu em Porto Alegre, no dia 17 de março de 1945, um domingo, às 14h10. Por uma exigência legal a menina não pôde ser registrada apenas como Elis. Na época, as crianças com nomes que serviam tanto para meninos quanto para meninas deveriam ter um segundo nome que identificasse seu sexo. Ficou Elis Regina Carvalho Costa. Por causa da gargalhada escancarada e da grande vibração, o poeta Vinícius de Morais apelidou Elis de “Pimentinha”. Outro apelido da cantora era “Baixinha”, por causa do seu 1,54 metro de altura. Elis também era chamada de “Hélice Regina” por causa de sua forma de dançar girando os braços, influência do bailarino Lennie Dale.

17. Elza Soares
Na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a intérprete cantou com um dos grandes astros do jazz, Louis Armstrong. Ele se referia a ela como “my daughter” (“minha filha”), mas a cantora pensava que o músico a estava chamando de “doutora”. Foi nessa época que Elza Soares conheceu Garrincha, com quem se casaria no mesmo ano.

18. Erasmo Carlos
Erasmo Esteves nasceu no bairro da Tijuca, na zona Norte do Rio de Janeiro. Ele mudou o nome para Erasmo Carlos depois que conheceu Roberto Carlos, e os dois fizeram a primeira parceria. Seu apelido era “Tremendão”. Erasmo aprendeu os primeiros acordes do violão (lá maior, ré e mi) com Tim Maia.

19. Fafá de Belém
Em 1979, a Volkswagen lançou um modelo de fusca que foi batizado com o nome da cantora. O carro tinha grandes laternas traseiras, que eram comparadas a seus seios voluptuosos. Fafá de Belém interpretou o Hino Nacional em um comício da campanha Diretas Já, em 1984. Um milhão de pessoas estavam presentes no evento. O momento entrou para a história e lhe rendeu o título de “musa das diretas”.

20. Francisco Alves
Francisco Alves, o Rei da Voz, foi o cantor que mais gravou discos de 78 rotações por minuto em toda a história da música brasileira: 526, com um total de 983 canções. Ele foi compositor de 132 músicas.

21. Gilberto Gil
Gilberto Gil é formado em administração de empresas pela Universidade da Bahia. Seu primeiro emprego foi como fiscal da alfândega em Salvador. Depois, ele trabalhou na Gessy Lever, em São Paulo.

22. Heitor Villa-Lobos
Villa-Lobos estreou como músico “modernista” na Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Apresentou “Sonata nº 2”, “Danças Características Africanas”, “Quarteto Simbólico” e “Impressões da Vida Mundana” em meio a vaias e urros da plateia. Em um dos concertos, entrou de casaca e de chinelos, porque estava com gota em um dos pés. Era um mitômano assumido (tinha mania de contar mentiras). Uma das histórias mais conhecidas envolvendo seu nome é a de que teria escapado por pouco de ser devorado por índios antropófagos.

23. Ismael Silva
Foi Ismael Silva que inventou a expressão “escola de samba”, em 1928, quando fundou a Deixa Falar, primeira escola de samba da história. O nome é uma referência à Escola Normal do bairro do Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, onde os sambistas se reuniam.

24. João Gilberto
Quando ensaiava a música O pato, João Gilberto fez vários testes para saber o quanto poderia cantar baixinho e ainda assim ser ouvido. Ele deixava a porta do apartamento do colega Ronaldo Bôscoli aberta e sussurava o pato, o pato do outro extremo do corredor. Um dos ensaios precisou ser interrompido porque Astrud, o gato de sua esposa, caiu do parapeito da janela. Os músicos inventaram que Astrud teria cometido suicídio porque não aguentava mais ouvir João Gilberto cantando O pato.

25. Jorge Ben
Seu primeiro sucesso, “Mas Que Nada”, foi apresentado pela primeira vez em 1963 no Beco das Garrafas, casa noturna de Copacabana. A música é o hit em português mais executado nos Estados Unidos.

26. Luiz Gonzaga
Antes de gravar o primeiro álbum cantado, em 1945, Luiz Gonzaga já havia lançado 32 instrumentais. Gonzagão tinha o hábito de presentar com sanfonas quem ele achasse que tinha talento. Joquinha Gonzaga, sobrinho do músico, é o único sanfoneiro vivo da família. Ele está tentando convencer seu filho Luiz Januário a manter a tradição. Uma ave inspirou Luiz Gonzaga a compor sua música mais conhecida. A Asa Branca é considerada a maior pomba do país, tem de 34 a 37 cm e exibe uma grande faixa branca nas asas.

27. Lupicínio Rodrigues
Uma greve de condutores de bonde serviu de inspiração para Lupicínio compor o hino do Grêmio. Por isso, a música começa com a frase “Até a pé nós iremos”. O samba “Vingança”, um de seus maiores sucessos, tem uma história engraçada. Lupicínio se apaixonou por uma prostituta carioca e a levou para morar em seu sítio. Viajou e, ao voltar, descobriu que ela havia seduzido o caseiro.

28. Maria Bethânia
O sucesso de “Carcará” (1965) na voz de Bethânia foi tanto que ela decidiu se afastar dos palcos por não aguentar mais cantá-la. Só retornou em 1966 e, desde então, emplacou um sucesso atrás do outro. Com o lançamento de Álibi (1978), tornou-se a primeira cantora brasileira a vender mais de um milhão de cópias de um disco.

29. Maria Rita
A primeira vez em que a filha de Elis Regina subiu no palco foi aos 12 anos, como backing vocal da banda de seu irmão, Pedro Mariano. Aos 14 anos, ela realizou um estágio na redação da revista Capricho, voltada para o público adolescente. É formada em Comunicação Social e estudos latino-americanos, que cursou no período em que morou nos Estados Unidos, dos 16 aos 24 anos. Sua intenção ao voltar para o Brasil era montar uma revista para adolescentes sobre política.

30. Maysa
O poeta Manuel Bandeira escreveu um poema para Maysa, publicado em 1973 no livro Estrela da Vida Inteira. Dona de uma personalidade forte, a cantora protagonizou diversos escândalos pessoais, envolvendo bebedeiras, crises de depressão e brigas com outras celebridades. Ela quebrou uma garrafa na cabeça de um homem que fez uma piada de mau gosto. E, nos anos 60, jogou uma garrafa de uísque na cantora Elis Regina depois de uma discussão em uma boate. As duas, por sinal, sempre tiveram uma relação conflituosa.

31. Milton Nascimento
Quando criança, seu apelido era Bituca, por causa do bico que fazia quando era contrariado. O Clube da Esquina foi criado em 1970. O nome era uma referência aos encontros musicais de Márcio e Lô Borges, Wagner Tiso, Milton Nascimento e Beto Guedes na esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Teresa, em Belo Horizonte.

32. Noel Rosa
Noel de Medeiros Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910, em Vila Isabel, bairro do Rio de Janeiro (RJ). O médico Graça Mello, que fez o parto da mãe de Noel Rosa, foi o mesmo que fez Tom Jobim nascer 17 anos depois. Como o parto foi difícil, o médico usou fórceps e acabou afundando o maxilar do recém-nascido Noel. Por causa disso, ele sempre teve dificuldade em mastigar. Na escola, foi apelidado de Queixinho. O músico compôs ao longo de sua carreira 259 canções.

33. Pixinguinha
O apelido de Alfredo da Rocha Viana Filho vem de pizidim (“menino bom”, no dialeto africano falado por sua avó) e bexiguinha, como era chamado na época em que contraiu varíola. O músico foi fonte de pesquisa de Mário de Andrade para o livro Macunaíma. O escritor recolheu depoimentos sobre rituais de candomblé frequentados por Pixinguinha. Como forma de homenagem, Mário de Andrade colocou o músico dentro de seu livro. Ele é representado pelo “negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão”, do episódio em que é retratada uma sessão de macumba.

34. Raul Seixas
Seu apelido de infância era Raulzito. Certa vez, a mãe dele, Maria Eugênia Santos Seixas, chegou em casa e o encontrou dentro da geladeira com o nariz sangrando. Era uma aposta entre ele e seu irmão Plínio para ver quem conseguia ficar mais tempo dentro do refrigerador. Raulzito não gostava de estudar. Repetiu cinco vezes a 2ª série do ginásio.

35. Reginaldo Rossi
Nascido em 1944 num bairro pobre do Recife, o cantor e compositor é um dos artistas mais populares do Nordeste brasileiro. Em 1965, fundou o Silver Jets, primeiro conjunto nordestino de rock.

36. Rita Lee
Rita Lee Jones é filha de Charles Jones, descendente de imigrantes americanos, e Romilda Padula, de origem italiana. Nasceu em 31 de dezembro de 1947. Ela e suas irmãs receberam o nome Lee numa homenagem ao famoso General Lee. O pai impunha uma educação rígida às filhas. Além de cobrar boas notas na escola, exigia que estudassem a Enciclopédia Britânica todos os dias. Em maio de 1997, Rita Lee recebeu, pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Sharp de personalidade da música brasileira. Foi a primeira mulher a ganhar este prêmio.

37. Roberto Carlos
O disco Louco Por Você, de 1961, é o mais cobiçado do mercado brasileiro. Foram feitas apenas 500 cópias, e o disco nunca mais foi relançado. Entre os colecionadores, é cotado em até 3 mil reais. Ao contrário de quase todos os seus outros LPs, não há a foto de Roberto na capa. O cantor já vendeu cerca de 85 milhões de discos no mundo ao longo da carreira. Em 1994, tornou-se o primeiro artista latino-americano a vender mais discos que os Beatles.

38. Ronnie Von
Aos 35 anos, o cantor teve uma das doenças mais raras e letais do mundo: polineurite pluirradicular (inflamação do sistema nervoso que causa paralisia). Registros médicos dizem que apenas Ronnie e um australiano sobreviveram à enfermidade.

39. Sérgio Reis
Iniciou sua carreira em 1958 com o pseudônimo Johnny Johnson. Fez sua estreia na TV participando do programa Calouros Toddy, cantando Conceição, sucesso na voz de Cauby Peixoto.

40. Seu Jorge
Jorge Mário da Silva é primo do sambista Dudu Nobre. Ganhou o apelido Seu Jorge do músico Marcelo Yuka, ex-integrante do grupo O Rappa, por causa da voz grave com que atendia o telefone.

41. Sidney Magal
Sidney Magalhães começou a carreira cantando em programas infantis de televisão. Seu repertório combina elementos da música cigana e da latina. Muitas canções são versões em português de sucessos internacionais. Algumas letras, inclusive, foram traduzidas para Magal pelo escritor Paulo Coelho.

42. Sílvio Caldas
O cantor foi o primeiro Rei Momo brasileiro. Mesmo sendo magérrimo, ele foi eleito pelo jornal A Noite, em 1933.

43. Supla
A maquiagem de Supla no encarte do CD O charada brasileiro foi feita por Amy Lasch, o mesmo que cuida do visual dos integrantes da banda Kiss.

44. Tim Maia
Tim Maia tinha 18 irmãos. Ele compôs sua primeira canção aos 8 anos. Tocou com Roberto e Erasmo Carlos no grupo de rock Os Sputniks. Foi ele quem ensinou a Erasmo os primeiros acordes de violão.

45. Tom Jobim
“Incerteza” foi a primeira música composta por Tom Jobim a ser gravada. O cantor Mauricy Moura foi o intérprete. Tom Jobim chegou a tentar uma carreira de ator, mas não foi longe. Ele aparece no filme Pluft, o Fantasminha (1962), dirigido pelo francês Jean Romain Lesage. Em 1968, a música “Sabiá”, escrita por Tom em parceria com Chico Buarque, ganhou o 3º Festival Internacional da Canção da Globo. O público não gostou do resultado e vaiou os compositores.

46. Tom Zé
Tom Zé estudou na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, mesmo lugar por onde passaram Gilberto Gil e Caetano Veloso. Foi professor de música no início da carreira. Um de seus alunos foi Moraes Moreira.

47. Waldick Soriano
Seu refrão mais famoso foi inspirado pelo atraso de um avião em 1974. Com show marcado em Natal e preso no Recife, Waldick teria ouvido o desabafo de um músico que o acompanhava: “Eu não sou cachorro não, rapaz. Esse vôo que não chega!”. Ele criou a melodia da música durante a viagem e escreveu a letra assim que desembarcou em Natal.

48. Wando
Sua marca registrada eram as calcinhas. Ele tinha uma coleção de 17 mil peças íntimas, reunidas ao longo de mais de 20 anos. Era a maior coleção do tipo no Brasil. Desde 1990, Wando as levava a seus shows e as atirava ao público. O cantor tinha outras extravagâncias: costumava morder uma maçã durante as apresentações (gesto que representava o pecado) e distribuía convites de motel. O auge de suas loucuras se deu quando ele instalou uma banheira no palco do Canecão (casa de shows no Rio de Janeiro), para que uma mulher nua se banhasse enquanto acontecesse o show.

49. Zeca Pagodinho
Jessé Gomes da Silva Filho ganhou o apelido de “Séca”, que logo virou Zeca. O “Pagodinho” veio por conta dos desfiles do bloco Boêmios do Irajá. Este era o nome da ala que sua família tinha no grupo.

50. Zequinha de Abreu
O músico compôs a clássica valsa “Branca” em 1910, inspirado na filha do chefe da estação rodoviária de Santa Rita do Passa Quatro (SP), sua cidade natal. É o autor de “Tico-tico no fubá”, um dos maiores sucessos brasileiros do século XX. O nome original do choro era “Tico-tico no farelo”, mas Zequinha teve de trocar porque já havia outra música registrada com o mesmo nome.
Fonte: Guia dos Curiosos
Postado Por Ernesto Albuquerque

One Response to CURIOSIDADES SOBRE 50 MÚSICOS BRASILEIROS

  1. JOSÉ TENÓRIO CAVALCANTI disse:

    Como fonte para inspiração de um programa recém criado pelo grande amigo meu, quero agradecer as informações que foi prestadas sobre estas grandes personagens na música brasileira.

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