{"id":5189,"date":"2014-02-17T14:32:15","date_gmt":"2014-02-17T17:32:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiocidadania.com.br\/blog\/?p=5189"},"modified":"2014-02-17T14:32:15","modified_gmt":"2014-02-17T17:32:15","slug":"curiosidades-sobre-50-musicos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiocidadania.com.br\/blog\/2014\/02\/17\/curiosidades-sobre-50-musicos-brasileiros\/","title":{"rendered":"CURIOSIDADES SOBRE 50 M\u00daSICOS BRASILEIROS"},"content":{"rendered":"<p>Curiosidades sobre 50 m\u00fasicos brasileiros<\/p>\n<p>1. Adoniran Barbosa<br \/>\nJo\u00e3o Rubinato era o verdadeiro nome de Adoniran Barbosa. Em sua certid\u00e3o, constava que seu nascimento havia sido em 1910. Trata-se de uma falsifica\u00e7\u00e3o, feita para que ele pudesse trabalhar mais cedo, em uma metal\u00fargica. Em 1935, Jo\u00e3o virou Adoniran. O nome art\u00edstico veio de um personagem que Jo\u00e3o apresentava na r\u00e1dio. Com o sucesso de Adoniran Barbosa, todos come\u00e7aram a cham\u00e1-lo assim. Pegou Adoniran de um amigo querido, e o Barbosa foi homenagem ao cantor Lu\u00eds Barbosa.<\/p>\n<p>2. Ary Barroso<br \/>\nDepois que ficou \u00f3rf\u00e3o, aos 7 anos, Ary Barroso foi criado por uma tia-av\u00f3, que queria torn\u00e1-lo pianista de concerto ou padre. Por isso, o obrigava a estudar 3 horas de piano por dia. Como sabia que era um bom compositor, Ary Barroso n\u00e3o hesitava em mudar a letra de can\u00e7\u00f5es compostas por outros artistas. Fez assim com &#8220;Na Virada da Montanha&#8221;, de Lamartine Babo. O resultado foi o sucesso &#8220;No Rancho Fundo&#8221;.<\/p>\n<p>3. Ataulfo Alves<br \/>\nAtaulfo recebeu o apelido de &#8220;General do Samba&#8221;. &#8220;Ai que saudades da Am\u00e9lia&#8221;, seu maior sucesso, foi feito em parceria com M\u00e1rio Lago. Am\u00e9lia, a musa inspiradora, seria uma antiga lavadeira que trabalhava com a fam\u00edlia de um irm\u00e3o de Aracy de Almeida.<\/p>\n<p>4. Braguinha<br \/>\nO m\u00fasico foi respons\u00e1vel pela vers\u00e3o brasileira das m\u00fasicas de anima\u00e7\u00f5es da Disney como Branca de Neve e os Sete An\u00f5es (1938), Pin\u00f3quio (1940), Dumbo (1941) e Bambi (1942). Comp\u00f4s, ao lado de Pixinguinha, o eterno cl\u00e1ssico do choro &#8220;Carinhoso&#8221;.<\/p>\n<p>5. Caetano Veloso<br \/>\nAntes de se dedicar definitivamente \u00e0 m\u00fasica, Caetano trabalhou como cr\u00edtico de cinema para o Di\u00e1rio de Not\u00edcias na d\u00e9cada de 60. Seu chefe era ningu\u00e9m menos que Glauber Rocha.<\/p>\n<p>6. Carmen Miranda<br \/>\nA cantora tinha pouco mais de 1,50 metro de altura. Usava turbantes e sand\u00e1lias com saltos enormes para parecer menos baixinha. Apesar de ser conhecida como &#8220;Ta\u00ed&#8221;, o nome da marchinha de Joubert de Carvalho, gravada por Carmen Miranda, era &#8220;Pra voc\u00ea gostar de mim&#8221;. Vendeu 35 mil exemplares em 1930, um n\u00famero impressionante para a \u00e9poca. Carmen Miranda alcan\u00e7ou tamanho sucesso nos Estados Unidos que chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood.<\/p>\n<p>7. Cartola<br \/>\nAngenor de Oliveira ganhou o apelido de &#8220;Cartola&#8221; dos amigos de obra, quando trabalhava como pedreiro. Para n\u00e3o sujar o cabelo de cimento, ele usava um chap\u00e9u coco. Cartola s\u00f3 descobriu que seu nome era Angenor e n\u00e3o Agenor em 1965, quando assinou os pap\u00e9is de seu casamento com Dona Zica. Ela foi a inspira\u00e7\u00e3o da cl\u00e1ssica &#8220;As Rosas N\u00e3o Falam&#8221;. O artista trabalhava como lavador de carros quando foi redescoberto pela m\u00eddia, em 1956, aos 48 anos. Passou cerca de 20 anos no esquecimento depois de ter sido revelado como compositor. Gravou seu primeiro disco solo aos 65 anos.<\/p>\n<p>8. Cazuza<br \/>\nO nome verdadeiro de Cazuza era Agenor de Miranda Ara\u00fajo Neto. A palavra &#8220;Cazuza&#8221; quer dizer, no Nordeste, moleque. J\u00e1 o dicion\u00e1rio a define como &#8220;vesp\u00eddeo solit\u00e1rio, de ferroada dolorosa&#8221;. Em 1989, o cantor assumiu publicamente que era portador do v\u00edrus HIV, se tornando o primeiro artista brasileiro a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>9. Chico Buarque<br \/>\nQuando crian\u00e7a, o cantor tinha um \u00e1lbum de recortes com fotos de cantores do r\u00e1dio. Ele comp\u00f4s suas primeiras m\u00fasicas aos 9 anos de idade. Eram marchinhas de carnaval. A marcha-rancho &#8220;A Banda&#8221;, que ganhou o 1\u00ba Festival da M\u00fasica Popular Brasileira (1966), foi traduzida para diversos idiomas. Ela tamb\u00e9m entrou para o repert\u00f3rio da Band of Irish Guards, uma das corpora\u00e7\u00f5es musicais que se apresentam durante a troca de guarda do Pal\u00e1cio de Buckingham, na Inglaterra.<\/p>\n<p>10. Chico Science<br \/>\nO pernambucano era conhecido como o &#8220;cientista dos ritmos&#8221;. Fundou, nos anos 90, o manguebit, movimento de contracultura que faz uso da diversidade musical para fazer uma cr\u00edtica social. Morreu aos 33 anos, v\u00edtima de uma falha do cinto de seguran\u00e7a em um acidente de carro.<\/p>\n<p>11. Chiquinha Gonzaga<br \/>\nQuando Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a primeira compositora de m\u00fasica popular brasileira, se viu obrigada a escolher entre o marido e o piano, n\u00e3o teve d\u00favidas: &#8220;Senhor meu marido, fico com o piano, porque eu n\u00e3o posso viver sem harmonia&#8221;. O casal se separou. Ela produziu cerca de 2 mil m\u00fasicas. A mais conhecida \u00e9 &#8220;\u00d3 abre alas&#8221;, de 1899, considerada a nossa primeira marcha carnavalesca. Chiquinha Gonzaga lutou durante sua vida pelos direitos autorais de sua m\u00fasica. Na sociedade machista da \u00e9poca, muitos n\u00e3o acreditavam que era ela quem fazia suas m\u00fasicas. Chiquinha foi a primeira no Brasil a reivindicar esse direito do compositor.<\/p>\n<p>12. Clementina de Jesus<br \/>\nAinda menina, a filha de uma lavadeira aprendeu o canto dos escravos, que influenciariam sua carreira musical. Por mais de 20 anos, Clementina, sem condi\u00e7\u00f5es financeiras de investir na m\u00fasica, trabalhou como empregada dom\u00e9stica, lavadeira e passadeira. S\u00f3 aos 62 anos teve a oportunidade de estrear nos palcos como sambista profissional. Clementina de Jesus gravou mais de 120 m\u00fasicas.<\/p>\n<p>13. Daniela Mercury<br \/>\nEm 1981, com apenas 15 anos, a baiana estreou no Carnaval de Salvador. Usando a roupa de sua festa de debutante &#8211; vestido colorido e sand\u00e1lia de couro -, se apresentou durante os 4 dias de Carnaval sem receber nenhum cach\u00ea.<\/p>\n<p>14. Dolores Duran<br \/>\nAdileia Silva da Rocha adotou o nome Dolores Duran aos 16 anos, quando assinou contrato com a boate Vogue, no Rio de Janeiro. Ela foi chamada para o emprego depois de ganhar um concurso de boleros. Por ser muito jovem, a cantora teve que falsificar documentos para poder trabalhar. Dolores cantava em ingl\u00eas, franc\u00eas, italiano, espanhol e portugu\u00eas. Autodidata, ela aprendeu todos os idiomas ouvindo m\u00fasicas.<\/p>\n<p>15. Dorival Caymmi<br \/>\nAos 13 anos, Dorival parou de estudar para trabalhar no jornal O Imparcial, que fechou em 1929. Seu emprego seguinte foi em uma distribuidora de bebidas. Foi demitido depois que, junto com amigos, decidiu experimentar as amostras do estoque. Gravou 28 discos, incluindo parcerias, e comp\u00f4s 120 can\u00e7\u00f5es. O baixo n\u00famero de composi\u00e7\u00f5es deu a Caymmi a fama de pregui\u00e7oso.<\/p>\n<p>16. Elis Regina<br \/>\nA filha de dona Ercy e seu Romeu nasceu em Porto Alegre, no dia 17 de mar\u00e7o de 1945, um domingo, \u00e0s 14h10. Por uma exig\u00eancia legal a menina n\u00e3o p\u00f4de ser registrada apenas como Elis. Na \u00e9poca, as crian\u00e7as com nomes que serviam tanto para meninos quanto para meninas deveriam ter um segundo nome que identificasse seu sexo. Ficou Elis Regina Carvalho Costa. Por causa da gargalhada escancarada e da grande vibra\u00e7\u00e3o, o poeta Vin\u00edcius de Morais apelidou Elis de &#8220;Pimentinha&#8221;. Outro apelido da cantora era &#8220;Baixinha&#8221;, por causa do seu 1,54 metro de altura. Elis tamb\u00e9m era chamada de &#8220;H\u00e9lice Regina&#8221; por causa de sua forma de dan\u00e7ar girando os bra\u00e7os, influ\u00eancia do bailarino Lennie Dale.<\/p>\n<p>17. Elza Soares<br \/>\nNa Copa do Mundo de 1962, no Chile, a int\u00e9rprete cantou com um dos grandes astros do jazz, Louis Armstrong. Ele se referia a ela como &#8220;my daughter&#8221; (&#8220;minha filha&#8221;), mas a cantora pensava que o m\u00fasico a estava chamando de &#8220;doutora&#8221;. Foi nessa \u00e9poca que Elza Soares conheceu Garrincha, com quem se casaria no mesmo ano.<\/p>\n<p>18. Erasmo Carlos<br \/>\nErasmo Esteves nasceu no bairro da Tijuca, na zona Norte do Rio de Janeiro. Ele mudou o nome para Erasmo Carlos depois que conheceu Roberto Carlos, e os dois fizeram a primeira parceria. Seu apelido era &#8220;Tremend\u00e3o&#8221;. Erasmo aprendeu os primeiros acordes do viol\u00e3o (l\u00e1 maior, r\u00e9 e mi) com Tim Maia.<\/p>\n<p>19. Faf\u00e1 de Bel\u00e9m<br \/>\nEm 1979, a Volkswagen lan\u00e7ou um modelo de fusca que foi batizado com o nome da cantora. O carro tinha grandes laternas traseiras, que eram comparadas a seus seios voluptuosos. Faf\u00e1 de Bel\u00e9m interpretou o Hino Nacional em um com\u00edcio da campanha Diretas J\u00e1, em 1984. Um milh\u00e3o de pessoas estavam presentes no evento. O momento entrou para a hist\u00f3ria e lhe rendeu o t\u00edtulo de &#8220;musa das diretas&#8221;.<\/p>\n<p>20. Francisco Alves<br \/>\nFrancisco Alves, o Rei da Voz, foi o cantor que mais gravou discos de 78 rota\u00e7\u00f5es por minuto em toda a hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira: 526, com um total de 983 can\u00e7\u00f5es. Ele foi compositor de 132 m\u00fasicas.<\/p>\n<p>21. Gilberto Gil<br \/>\nGilberto Gil \u00e9 formado em administra\u00e7\u00e3o de empresas pela Universidade da Bahia. Seu primeiro emprego foi como fiscal da alf\u00e2ndega em Salvador. Depois, ele trabalhou na Gessy Lever, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>22. Heitor Villa-Lobos<br \/>\nVilla-Lobos estreou como m\u00fasico &#8220;modernista&#8221; na Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo. Apresentou &#8220;Sonata n\u00ba 2&#8221;, &#8220;Dan\u00e7as Caracter\u00edsticas Africanas&#8221;, &#8220;Quarteto Simb\u00f3lico&#8221; e &#8220;Impress\u00f5es da Vida Mundana&#8221; em meio a vaias e urros da plateia. Em um dos concertos, entrou de casaca e de chinelos, porque estava com gota em um dos p\u00e9s. Era um mit\u00f4mano assumido (tinha mania de contar mentiras). Uma das hist\u00f3rias mais conhecidas envolvendo seu nome \u00e9 a de que teria escapado por pouco de ser devorado por \u00edndios antrop\u00f3fagos.<\/p>\n<p>23. Ismael Silva<br \/>\nFoi Ismael Silva que inventou a express\u00e3o &#8220;escola de samba&#8221;, em 1928, quando fundou a Deixa Falar, primeira escola de samba da hist\u00f3ria. O nome \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 Escola Normal do bairro do Est\u00e1cio de S\u00e1, no Rio de Janeiro, onde os sambistas se reuniam.<\/p>\n<p>24. Jo\u00e3o Gilberto<br \/>\nQuando ensaiava a m\u00fasica O pato, Jo\u00e3o Gilberto fez v\u00e1rios testes para saber o quanto poderia cantar baixinho e ainda assim ser ouvido. Ele deixava a porta do apartamento do colega Ronaldo B\u00f4scoli aberta e sussurava o pato, o pato do outro extremo do corredor. Um dos ensaios precisou ser interrompido porque Astrud, o gato de sua esposa, caiu do parapeito da janela. Os m\u00fasicos inventaram que Astrud teria cometido suic\u00eddio porque n\u00e3o aguentava mais ouvir Jo\u00e3o Gilberto cantando O pato.<\/p>\n<p>25. Jorge Ben<br \/>\nSeu primeiro sucesso, &#8220;Mas Que Nada&#8221;, foi apresentado pela primeira vez em 1963 no Beco das Garrafas, casa noturna de Copacabana. A m\u00fasica \u00e9 o hit em portugu\u00eas mais executado nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>26. Luiz Gonzaga<br \/>\nAntes de gravar o primeiro \u00e1lbum cantado, em 1945, Luiz Gonzaga j\u00e1 havia lan\u00e7ado 32 instrumentais. Gonzag\u00e3o tinha o h\u00e1bito de presentar com sanfonas quem ele achasse que tinha talento. Joquinha Gonzaga, sobrinho do m\u00fasico, \u00e9 o \u00fanico sanfoneiro vivo da fam\u00edlia. Ele est\u00e1 tentando convencer seu filho Luiz Janu\u00e1rio a manter a tradi\u00e7\u00e3o. Uma ave inspirou Luiz Gonzaga a compor sua m\u00fasica mais conhecida. A Asa Branca \u00e9 considerada a maior pomba do pa\u00eds, tem de 34 a 37 cm e exibe uma grande faixa branca nas asas.<\/p>\n<p>27. Lupic\u00ednio Rodrigues<br \/>\nUma greve de condutores de bonde serviu de inspira\u00e7\u00e3o para Lupic\u00ednio compor o hino do Gr\u00eamio. Por isso, a m\u00fasica come\u00e7a com a frase &#8220;At\u00e9 a p\u00e9 n\u00f3s iremos&#8221;. O samba &#8220;Vingan\u00e7a&#8221;, um de seus maiores sucessos, tem uma hist\u00f3ria engra\u00e7ada. Lupic\u00ednio se apaixonou por uma prostituta carioca e a levou para morar em seu s\u00edtio. Viajou e, ao voltar, descobriu que ela havia seduzido o caseiro.<\/p>\n<p>28. Maria Beth\u00e2nia<br \/>\nO sucesso de &#8220;Carcar\u00e1&#8221; (1965) na voz de Beth\u00e2nia foi tanto que ela decidiu se afastar dos palcos por n\u00e3o aguentar mais cant\u00e1-la. S\u00f3 retornou em 1966 e, desde ent\u00e3o, emplacou um sucesso atr\u00e1s do outro. Com o lan\u00e7amento de \u00c1libi (1978), tornou-se a primeira cantora brasileira a vender mais de um milh\u00e3o de c\u00f3pias de um disco.<\/p>\n<p>29. Maria Rita<br \/>\nA primeira vez em que a filha de Elis Regina subiu no palco foi aos 12 anos, como backing vocal da banda de seu irm\u00e3o, Pedro Mariano. Aos 14 anos, ela realizou um est\u00e1gio na reda\u00e7\u00e3o da revista Capricho, voltada para o p\u00fablico adolescente. \u00c9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social e estudos latino-americanos, que cursou no per\u00edodo em que morou nos Estados Unidos, dos 16 aos 24 anos. Sua inten\u00e7\u00e3o ao voltar para o Brasil era montar uma revista para adolescentes sobre pol\u00edtica.<\/p>\n<p>30. Maysa<br \/>\nO poeta Manuel Bandeira escreveu um poema para Maysa, publicado em 1973 no livro Estrela da Vida Inteira. Dona de uma personalidade forte, a cantora protagonizou diversos esc\u00e2ndalos pessoais, envolvendo bebedeiras, crises de depress\u00e3o e brigas com outras celebridades. Ela quebrou uma garrafa na cabe\u00e7a de um homem que fez uma piada de mau gosto. E, nos anos 60, jogou uma garrafa de u\u00edsque na cantora Elis Regina depois de uma discuss\u00e3o em uma boate. As duas, por sinal, sempre tiveram uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa.<\/p>\n<p>31. Milton Nascimento<br \/>\nQuando crian\u00e7a, seu apelido era Bituca, por causa do bico que fazia quando era contrariado. O Clube da Esquina foi criado em 1970. O nome era uma refer\u00eancia aos encontros musicais de M\u00e1rcio e L\u00f4 Borges, Wagner Tiso, Milton Nascimento e Beto Guedes na esquina das ruas Divin\u00f3polis e Parais\u00f3polis, no bairro de Santa Teresa, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>32. Noel Rosa<br \/>\nNoel de Medeiros Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910, em Vila Isabel, bairro do Rio de Janeiro (RJ). O m\u00e9dico Gra\u00e7a Mello, que fez o parto da m\u00e3e de Noel Rosa, foi o mesmo que fez Tom Jobim nascer 17 anos depois. Como o parto foi dif\u00edcil, o m\u00e9dico usou f\u00f3rceps e acabou afundando o maxilar do rec\u00e9m-nascido Noel. Por causa disso, ele sempre teve dificuldade em mastigar. Na escola, foi apelidado de Queixinho. O m\u00fasico comp\u00f4s ao longo de sua carreira 259 can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>33. Pixinguinha<br \/>\nO apelido de Alfredo da Rocha Viana Filho vem de pizidim (&#8220;menino bom&#8221;, no dialeto africano falado por sua av\u00f3) e bexiguinha, como era chamado na \u00e9poca em que contraiu var\u00edola. O m\u00fasico foi fonte de pesquisa de M\u00e1rio de Andrade para o livro Macuna\u00edma. O escritor recolheu depoimentos sobre rituais de candombl\u00e9 frequentados por Pixinguinha. Como forma de homenagem, M\u00e1rio de Andrade colocou o m\u00fasico dentro de seu livro. Ele \u00e9 representado pelo &#8220;negr\u00e3o filho de Ogum, bexiguento e fadista de profiss\u00e3o&#8221;, do epis\u00f3dio em que \u00e9 retratada uma sess\u00e3o de macumba.<\/p>\n<p>34. Raul Seixas<br \/>\nSeu apelido de inf\u00e2ncia era Raulzito. Certa vez, a m\u00e3e dele, Maria Eug\u00eania Santos Seixas, chegou em casa e o encontrou dentro da geladeira com o nariz sangrando. Era uma aposta entre ele e seu irm\u00e3o Pl\u00ednio para ver quem conseguia ficar mais tempo dentro do refrigerador. Raulzito n\u00e3o gostava de estudar. Repetiu cinco vezes a 2\u00aa s\u00e9rie do gin\u00e1sio.<\/p>\n<p>35. Reginaldo Rossi<br \/>\nNascido em 1944 num bairro pobre do Recife, o cantor e compositor \u00e9 um dos artistas mais populares do Nordeste brasileiro. Em 1965, fundou o Silver Jets, primeiro conjunto nordestino de rock.<\/p>\n<p>36. Rita Lee<br \/>\nRita Lee Jones \u00e9 filha de Charles Jones, descendente de imigrantes americanos, e Romilda Padula, de origem italiana. Nasceu em 31 de dezembro de 1947. Ela e suas irm\u00e3s receberam o nome Lee numa homenagem ao famoso General Lee. O pai impunha uma educa\u00e7\u00e3o r\u00edgida \u00e0s filhas. Al\u00e9m de cobrar boas notas na escola, exigia que estudassem a Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica todos os dias. Em maio de 1997, Rita Lee recebeu, pelo conjunto de sua obra, o Pr\u00eamio Sharp de personalidade da m\u00fasica brasileira. Foi a primeira mulher a ganhar este pr\u00eamio.<\/p>\n<p>37. Roberto Carlos<br \/>\nO disco Louco Por Voc\u00ea, de 1961, \u00e9 o mais cobi\u00e7ado do mercado brasileiro. Foram feitas apenas 500 c\u00f3pias, e o disco nunca mais foi relan\u00e7ado. Entre os colecionadores, \u00e9 cotado em at\u00e9 3 mil reais. Ao contr\u00e1rio de quase todos os seus outros LPs, n\u00e3o h\u00e1 a foto de Roberto na capa. O cantor j\u00e1 vendeu cerca de 85 milh\u00f5es de discos no mundo ao longo da carreira. Em 1994, tornou-se o primeiro artista latino-americano a vender mais discos que os Beatles.<\/p>\n<p>38. Ronnie Von<br \/>\nAos 35 anos, o cantor teve uma das doen\u00e7as mais raras e letais do mundo: polineurite pluirradicular (inflama\u00e7\u00e3o do sistema nervoso que causa paralisia). Registros m\u00e9dicos dizem que apenas Ronnie e um australiano sobreviveram \u00e0 enfermidade.<\/p>\n<p>39. S\u00e9rgio Reis<br \/>\nIniciou sua carreira em 1958 com o pseud\u00f4nimo Johnny Johnson. Fez sua estreia na TV participando do programa Calouros Toddy, cantando Concei\u00e7\u00e3o, sucesso na voz de Cauby Peixoto.<\/p>\n<p>40. Seu Jorge<br \/>\nJorge M\u00e1rio da Silva \u00e9 primo do sambista Dudu Nobre. Ganhou o apelido Seu Jorge do m\u00fasico Marcelo Yuka, ex-integrante do grupo O Rappa, por causa da voz grave com que atendia o telefone.<\/p>\n<p>41. Sidney Magal<br \/>\nSidney Magalh\u00e3es come\u00e7ou a carreira cantando em programas infantis de televis\u00e3o. Seu repert\u00f3rio combina elementos da m\u00fasica cigana e da latina. Muitas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o vers\u00f5es em portugu\u00eas de sucessos internacionais. Algumas letras, inclusive, foram traduzidas para Magal pelo escritor Paulo Coelho.<\/p>\n<p>42. S\u00edlvio Caldas<br \/>\nO cantor foi o primeiro Rei Momo brasileiro. Mesmo sendo mag\u00e9rrimo, ele foi eleito pelo jornal A Noite, em 1933.<\/p>\n<p>43. Supla<br \/>\nA maquiagem de Supla no encarte do CD O charada brasileiro foi feita por Amy Lasch, o mesmo que cuida do visual dos integrantes da banda Kiss.<\/p>\n<p>44. Tim Maia<br \/>\nTim Maia tinha 18 irm\u00e3os. Ele comp\u00f4s sua primeira can\u00e7\u00e3o aos 8 anos. Tocou com Roberto e Erasmo Carlos no grupo de rock Os Sputniks. Foi ele quem ensinou a Erasmo os primeiros acordes de viol\u00e3o.<\/p>\n<p>45. Tom Jobim<br \/>\n&#8220;Incerteza&#8221; foi a primeira m\u00fasica composta por Tom Jobim a ser gravada. O cantor Mauricy Moura foi o int\u00e9rprete. Tom Jobim chegou a tentar uma carreira de ator, mas n\u00e3o foi longe. Ele aparece no filme Pluft, o Fantasminha (1962), dirigido pelo franc\u00eas Jean Romain Lesage. Em 1968, a m\u00fasica &#8220;Sabi\u00e1&#8221;, escrita por Tom em parceria com Chico Buarque, ganhou o 3\u00ba Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o da Globo. O p\u00fablico n\u00e3o gostou do resultado e vaiou os compositores.<\/p>\n<p>46. Tom Z\u00e9<br \/>\nTom Z\u00e9 estudou na Escola de M\u00fasica da Universidade Federal da Bahia, mesmo lugar por onde passaram Gilberto Gil e Caetano Veloso. Foi professor de m\u00fasica no in\u00edcio da carreira. Um de seus alunos foi Moraes Moreira.<\/p>\n<p>47. Waldick Soriano<br \/>\nSeu refr\u00e3o mais famoso foi inspirado pelo atraso de um avi\u00e3o em 1974. Com show marcado em Natal e preso no Recife, Waldick teria ouvido o desabafo de um m\u00fasico que o acompanhava: \u201cEu n\u00e3o sou cachorro n\u00e3o, rapaz. Esse v\u00f4o que n\u00e3o chega!\u201d. Ele criou a melodia da m\u00fasica durante a viagem e escreveu a letra assim que desembarcou em Natal.<\/p>\n<p>48. Wando<br \/>\nSua marca registrada eram as calcinhas. Ele tinha uma cole\u00e7\u00e3o de 17 mil pe\u00e7as \u00edntimas, reunidas ao longo de mais de 20 anos. Era a maior cole\u00e7\u00e3o do tipo no Brasil. Desde 1990, Wando as levava a seus shows e as atirava ao p\u00fablico. O cantor tinha outras extravag\u00e2ncias: costumava morder uma ma\u00e7\u00e3 durante as apresenta\u00e7\u00f5es (gesto que representava o pecado) e distribu\u00eda convites de motel. O auge de suas loucuras se deu quando ele instalou uma banheira no palco do Canec\u00e3o (casa de shows no Rio de Janeiro), para que uma mulher nua se banhasse enquanto acontecesse o show.<\/p>\n<p>49. Zeca Pagodinho<br \/>\nJess\u00e9 Gomes da Silva Filho ganhou o apelido de &#8220;S\u00e9ca&#8221;, que logo virou Zeca. O &#8220;Pagodinho&#8221; veio por conta dos desfiles do bloco Bo\u00eamios do Iraj\u00e1. Este era o nome da ala que sua fam\u00edlia tinha no grupo.<\/p>\n<p>50. Zequinha de Abreu<br \/>\nO m\u00fasico comp\u00f4s a cl\u00e1ssica valsa &#8220;Branca&#8221; em 1910, inspirado na filha do chefe da esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Santa Rita do Passa Quatro (SP), sua cidade natal. \u00c9 o autor de &#8220;Tico-tico no fub\u00e1&#8221;, um dos maiores sucessos brasileiros do s\u00e9culo XX. O nome original do choro era &#8220;Tico-tico no farelo&#8221;, mas Zequinha teve de trocar porque j\u00e1 havia outra m\u00fasica registrada com o mesmo nome.<br \/>\nFonte: Guia dos Curiosos<br \/>\nPostado Por Ernesto Albuquerque<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curiosidades sobre 50 m\u00fasicos brasileiros 1. Adoniran Barbosa Jo\u00e3o Rubinato era o verdadeiro nome de Adoniran Barbosa. Em sua certid\u00e3o, constava que seu nascimento havia sido em 1910. Trata-se de uma falsifica\u00e7\u00e3o, feita para que ele pudesse trabalhar mais cedo, em uma metal\u00fargica. Em 1935, Jo\u00e3o virou Adoniran. 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