{"id":3027,"date":"2011-07-14T17:47:38","date_gmt":"2011-07-14T20:47:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiocidadania.com.br\/blog\/?p=3027"},"modified":"2011-07-14T17:47:38","modified_gmt":"2011-07-14T20:47:38","slug":"antonio-candido-93-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiocidadania.com.br\/blog\/2011\/07\/14\/antonio-candido-93-anos\/","title":{"rendered":"ANTONIO C\u00c2NDIDO: 93 ANOS"},"content":{"rendered":"<h2>Antonio Candido: \u201cO socialismo \u00e9 uma doutrina triunfante\u201d<\/h2>\n<p>Aos 93 anos, Antonio Candido explica a sua concep\u00e7\u00e3o de socialismo, fala sobre literatura e revela n\u00e3o se interessar por novas obras<\/p>\n<p>por<strong> <\/strong><strong>Joana Tavares<\/strong>,<strong> <\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/node\/6819\">no Brasil de Fato<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Cr\u00edtico liter\u00e1rio, professor, soci\u00f3logo, militante. Um adjetivo sozinho n\u00e3o consegue definir a import\u00e2ncia de Antonio Candido para o Brasil. Considerado um dos principais intelectuais do pa\u00eds, ele mant\u00e9m a postura socialista, a cordialidade, a eleg\u00e2ncia, o senso de humor, o otimismo. Antes de come\u00e7ar nossa entrevista, ele diz que viveu praticamente todo o conturbado s\u00e9culo 20. E participou ativamente dele, escrevendo, debatendo, indo a manifesta\u00e7\u00f5es, ajudando a dar lucidez, clareza e humanidade a toda uma gera\u00e7\u00e3o de alunos, militantes sociais, leitores e escritores.<\/p>\n<p>T\u00e3o bom de prosa como de escrita, ele fala sobre seu m\u00e9todo de an\u00e1lise liter\u00e1ria, dos livros de que gosta, da sua inf\u00e2ncia, do come\u00e7o da sua milit\u00e2ncia, da televis\u00e3o, do MST, da sua cren\u00e7a profunda no socialismo como uma doutrina triunfante. \u201cO que se pensa que \u00e9 a face humana do capitalismo \u00e9 o que o socialismo arrancou dele\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>O senhor \u00e9 socialista?<\/strong><\/p>\n<p>Ah, claro, inteiramente. Ali\u00e1s, eu acho que o socialismo \u00e9 uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E n\u00e3o \u00e9 paradoxo. O que \u00e9 o socialismo? \u00c9 o irm\u00e3o-g\u00eameo do capitalismo, nasceram juntos, na revolu\u00e7\u00e3o industrial. \u00c9 indescrit\u00edvel o que era a ind\u00fastria no come\u00e7o. Os oper\u00e1rios ingleses dormiam debaixo da m\u00e1quina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a ind\u00fastria. A\u00ed come\u00e7ou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tend\u00eancias que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele \u00e9 o criador de riquezas e n\u00e3o pode ser explorado. Comunismo, socialismo democr\u00e1tico, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo\u2026 tudo isso. Esse pessoal come\u00e7ou a lutar, para o oper\u00e1rio n\u00e3o ser mais chicoteado, depois para n\u00e3o trabalhar mais que doze horas, depois para n\u00e3o trabalhar mais que dez, oito; para a mulher gr\u00e1vida n\u00e3o ter que trabalhar, para os trabalhadores terem f\u00e9rias, para ter escola para as crian\u00e7as. Coisas que hoje s\u00e3o banais. Conversando com um antigo aluno meu, que \u00e9 um rapaz rico, industrial, ele disse: \u201co senhor n\u00e3o pode negar que o capitalismo tem uma face humana\u201d. O capitalismo n\u00e3o tem face humana nenhuma. O capitalismo \u00e9 baseado na mais-valia e no ex\u00e9rcito de reserva, como Marx definiu. \u00c9 preciso ter sempre miser\u00e1veis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia n\u00e3o tem limite. Marx diz na \u201cIdeologia Alem\u00e3\u201d: as necessidades humanas s\u00e3o cumulativas e irrevers\u00edveis. Quando voc\u00ea anda descal\u00e7o, voc\u00ea anda descal\u00e7o. Quando voc\u00ea descobre a sand\u00e1lia, n\u00e3o quer mais andar descal\u00e7o. Quando descobre o sapato, n\u00e3o quer mais a sand\u00e1lia. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por a\u00ed n\u00e3o tem mais fim. E o capitalismo est\u00e1 baseado nisso. O que se pensa que \u00e9 face humana do capitalismo \u00e9 o que o socialismo arrancou dele com suor, l\u00e1grimas e sangue. Hoje \u00e9 normal o oper\u00e1rio trabalhar oito horas, ter f\u00e9rias\u2026 tudo \u00e9 conquista do socialismo. O socialismo s\u00f3 n\u00e3o deu certo na R\u00fassia.<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Virou capitalismo. A revolu\u00e7\u00e3o russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde n\u00e3o foi ao poder. O socialismo hoje est\u00e1 infiltrado em todo lugar.<\/p>\n<p><strong>O socialismo como luta dos trabalhadores?<\/strong><\/p>\n<p>O socialismo como caminho para a igualdade. N\u00e3o \u00e9 a luta, \u00e9 por causa da luta. O grau de igualdade de hoje foi obtido pelas lutas do socialismo. Portanto ele \u00e9 uma doutrina triunfante. Os pa\u00edses que passaram pela etapa das revolu\u00e7\u00f5es burguesas t\u00eam o n\u00edvel de vida do trabalhador que o socialismo lutou para ter, o que quer. N\u00e3o vou dizer que pa\u00edses como Fran\u00e7a e Alemanha s\u00e3o socialistas, mas t\u00eam um n\u00edvel de vida melhor para o trabalhador.<\/p>\n<p><strong>Para o senhor \u00e9 poss\u00edvel o socialismo existir triunfando sobre o capitalismo?<\/strong><\/p>\n<p>Estou pensando mais na t\u00e9cnica de esponja. Se daqui a 50 anos no Brasil n\u00e3o houver diferen\u00e7a maior que dez do maior ao menor sal\u00e1rio, se todos tiverem escola\u2026 n\u00e3o importa que seja com a monarquia, pode ser o regime com o nome que for, n\u00e3o precisa ser o socialismo! Digo que o socialismo \u00e9 uma doutrina triunfante porque suas reivindica\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo cada vez mais adotadas. N\u00e3o tenho cabe\u00e7a te\u00f3rica, n\u00e3o sei como resolver essa quest\u00e3o: o socialismo foi extraordin\u00e1rio para pensar a distribui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, mas n\u00e3o foi t\u00e3o eficiente para efetivamente fazer a produ\u00e7\u00e3o. O capitalismo foi mais eficiente, porque tem o lucro. Quando se suprime o lucro, a coisa fica mais complicada. \u00c9 preciso conciliar a ambi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 que o homem civilizado tem, assim como tem ambi\u00e7\u00e3o de sexo, de alimenta\u00e7\u00e3o, tem ambi\u00e7\u00e3o de possuir bens materiais \u2013 com a igualdade. Quem pode resolver melhor essa equa\u00e7\u00e3o \u00e9 o socialismo, disso n\u00e3o tenho a menor d\u00favida. Acho que o mundo marcha para o socialismo. N\u00e3o o socialismo acad\u00eamico t\u00edpico, a gente n\u00e3o sabe o que vai ser\u2026 o que \u00e9 o socialismo? \u00c9 o m\u00e1ximo de igualdade econ\u00f4mica. Por exemplo, sou um professor aposentado da Universidade de S\u00e3o Paulo e ganho muito bem, ganho provavelmente 50, 100 vezes mais que um trabalhador rural. Isso n\u00e3o pode. No dia em que, no Brasil, o trabalhador de enxada ganhar apenas 10 ou 15 vezes menos que o banqueiro, est\u00e1 bom, \u00e9 o socialismo.<\/p>\n<p><strong>O que o socialismo conseguiu no mundo de avan\u00e7os?<\/strong><\/p>\n<p>O socialismo \u00e9 o cavalo de Troia dentro do capitalismo. Se voc\u00ea tira os r\u00f3tulos e v\u00ea as realidades, v\u00ea como o socialismo humanizou o mundo. Em Cuba eu vi o socialismo mais pr\u00f3ximo do socialismo. Cuba \u00e9 uma coisa formid\u00e1vel, o mais pr\u00f3ximo da justi\u00e7a social. N\u00e3o a R\u00fassia, a China, o Camboja. No comunismo tem muito fanatismo, enquanto o socialismo democr\u00e1tico \u00e9 moderado, \u00e9 humano. E n\u00e3o h\u00e1 verdade final fora da modera\u00e7\u00e3o, isso Arist\u00f3teles j\u00e1 dizia, a verdade est\u00e1 no meio. Quando eu era militante do PT \u2013 deixei de ser militante em 2002, quando o Lula foi eleito \u2013 era da ala do Lula, da Articula\u00e7\u00e3o, mas s\u00f3 votava nos candidatos da extrema esquerda, para cutucar o centro. \u00c9 preciso ter esquerda e direita para formar a m\u00e9dia. Estou convencido disso: o socialismo \u00e9 a grande vis\u00e3o do homem, que n\u00e3o foi ainda superada, de tratar o homem realmente como ser humano. Podem dizer: a religi\u00e3o faz isso. Mas faz isso para o que s\u00e3o adeptos dela, o socialismo faz isso para todos. O socialismo funciona como esponja: hoje o capitalismo est\u00e1 embebido de socialismo. No tempo que meu irm\u00e3o Roberto \u2013 que era cat\u00f3lico de esquerda \u2013 come\u00e7ou a trabalhar, eu era mo\u00e7o, ele era tido como comunista, por dizer que no Brasil tinha mis\u00e9ria. Dizer isso era ser comunista, n\u00e3o estou falando em met\u00e1foras. Hoje, a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias, Paulo Maluf, eles dizem que a mis\u00e9ria \u00e9 intoler\u00e1vel. O socialismo est\u00e1 andando\u2026 n\u00e3o com o nome, mas aquilo que o socialismo quer, a igualdade, est\u00e1 andando. N\u00e3o aquela igualdade que alguns socialistas e os anarquistas pregavam, igualdade absoluta \u00e9 imposs\u00edvel. Os homens s\u00e3o muito diferentes, h\u00e1 uma certa justi\u00e7a em remunerar mais aquele que serve mais \u00e0 comunidade. Mas a desigualdade tem que ser m\u00ednima, n\u00e3o m\u00e1xima. Sou muito otimista. (pausa).<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds pobre, mas h\u00e1 uma certa tend\u00eancia igualit\u00e1ria no brasileiro \u2013 apesar da escravid\u00e3o \u2013 e isso \u00e9 bom. Tive uma sorte muito grande, fui criado numa cidade pequena, em Minas Gerais, n\u00e3o tinha nem 5 mil habitantes quando eu morava l\u00e1. Numa cidade assim, todo mundo \u00e9 parente. Meu bisav\u00f4 era propriet\u00e1rio de terras, mas a terra foi sendo dividida entre os filhos\u2026 ent\u00e3o na minha cidade o barbeiro era meu parente, o chofer de pra\u00e7a era meu parente, at\u00e9 uma prostituta, que foi uma mo\u00e7a deflorada expulsa de casa, era minha prima. Ent\u00e3o me acostumei a ser igual a todo mundo. Fui criado com os antigos escravos do meu av\u00f4. Quando eu tinha 10 anos de idade, toda pessoa com mais de 40 anos tinha sido escrava. Conheci inclusive uma escrava, tia Vit\u00f3ria, que liderou uma rebeli\u00e3o contra o senhor. N\u00e3o tenho senso de desigualdade social. Digo sempre, tenho temperamento conservador. Tenho temperamento conservador, atitudes liberais e ideias socialistas. Minha grande sorte foi n\u00e3o ter nascido em fam\u00edlia nem importante nem rica, sen\u00e3o ia ser um reacion\u00e1rio. (risos).<\/p>\n<p><strong>No seu livro \u201cOs parceiros do Rio Bonito\u201d o senhor diz que \u00e9 importante defender a reforma agr\u00e1ria n\u00e3o apenas por motivos econ\u00f4micos, mas culturalmente. O que o senhor acha disso hoje?<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 uma coisa muito bonita do MST. No movimento das Ligas Camponesas n\u00e3o havia essa preocupa\u00e7\u00e3o cultural, era mais econ\u00f4mica. Acho bonito isso que o MST faz: formar em curso superior quem trabalha na enxada. Essa preocupa\u00e7\u00e3o cultural do MST j\u00e1 \u00e9 um avan\u00e7o extraordin\u00e1rio no caminho do socialismo. \u00c9 preciso cultura. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o livro, \u00e9 conhecimento, informa\u00e7\u00e3o, not\u00edcia\u2026 Minha tese de doutorado em ci\u00eancias sociais foi sobre o campon\u00eas pobre de S\u00e3o Paulo \u2013 aquele que precisa arrendar terra, o parceiro. Em 1948, estava fazendo minha pesquisa num bairro rural de Bofete e tinha um informante muito bom, Nh\u00f4 Samuel Ant\u00f4nio de Camargos. Ele dizia que tinha mais de 90 anos, mas n\u00e3o sabia quantos. Um dia ele me perguntou: \u201c\u00f4 seu Antonio, o imperador vai indo bem? N\u00e3o \u00e9 mais aquele de barba branca, n\u00e9?\u201d. Eu disse pra ele: \u201cn\u00e3o, agora \u00e9 outro chamado Eurico Gaspar Dutra\u201d. Quer dizer, ele est\u00e1 fora da cultura, para ele o imperador existe. Ele n\u00e3o sabe ler, n\u00e3o sabe escrever, n\u00e3o l\u00ea jornal. A humaniza\u00e7\u00e3o moderna depende da comunica\u00e7\u00e3o em grande parte. No dia em que o trabalhador tem o r\u00e1dio em casa ele \u00e9 outra pessoa. O problema \u00e9 que os meios modernos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito venenosos. A televis\u00e3o \u00e9 uma praga. Eu adoro, hein? Moro sozinho, sozinho, sou vi\u00favo e assisto televis\u00e3o. Mas \u00e9 uma praga. A coisa mais p\u00e9rfida do capitalismo \u2013 por causa da necessidade cumulativa irrevers\u00edvel \u2013 \u00e9 a sociedade de consumo. Marx n\u00e3o conheceu, n\u00e3o sei como ele veria. A televis\u00e3o faz um inculcamento sublimar de dez em dez minutos, na cabe\u00e7a de todos \u2013 na sua, na minha, do S\u00edlvio Santos, do dono do Bradesco, do pobre diabo que n\u00e3o tem o que comer \u2013 imagens de whisky, autom\u00f3vel, casa, roupa, viagem \u00e0 Europa \u2013 cria necessidades. E claro que n\u00e3o d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para concretiz\u00e1-las.<\/p>\n<p>A sociedade de consumo est\u00e1 criando necessidades artificiais e est\u00e1 levando os que n\u00e3o t\u00eam ao desespero, \u00e0 droga, mis\u00e9ria\u2026 Esse desejo da coisa nova \u00e9 uma coisa poderosa. O capitalismo descobriu isso gra\u00e7as ao Henry Ford. O Ford tirou o autom\u00f3vel da granfinagem e fez carro popular, vendia a 500 d\u00f3lares. Estados Unidos inteiro come\u00e7ou a comprar autom\u00f3vel, e o Ford foi ficando milion\u00e1rio. De repente o carro n\u00e3o vendia mais. Ele ficou desesperado, chamou os economistas, que estudaram e disseram: \u201cmas \u00e9 claro que n\u00e3o vende, o carro n\u00e3o acaba\u201d. O produto industrial n\u00e3o pode ser eterno. O produto artesanal \u00e9 feito para durar, mas o industrial n\u00e3o, ele tem que ser feito para acabar, essa \u00e9 coisa mais diab\u00f3lica do capitalismo. E o Ford entendeu isso, passou a mudar o modelo do carro a cada ano. Em um regime que fosse mais socialista seria preciso encontrar uma maneira de n\u00e3o falir as empresas, mas tornar os produtos dur\u00e1veis, acabar com essa loucura da renova\u00e7\u00e3o. Hoje um autom\u00f3vel \u00e9 feito para acabar, a moda \u00e9 feita para mudar. Essa ideia tem como miragem o lucro infinito. Enquanto a verdadeira miragem n\u00e3o \u00e9 a do lucro infinito, \u00e9 do bem-estar infinito.<\/p>\n<p><strong>QUEM \u00c9<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antonio Candido de Mello e Souza<\/strong><strong> <\/strong>nasceu no Rio de Janeiro em 24 de julho de 1918, concluiu seus estudos secund\u00e1rios em Po\u00e7os de Caldas (MG) e ingressou na rec\u00e9m-fundada Universidade de S\u00e3o Paulo em 1937, no curso de Ci\u00eancias Sociais. Com os amigos Paulo Em\u00edlio Salles Gomes, D\u00e9cio de Almeida Prado e outros fundou a revista\u00a0<em>Clima<\/em>. Com Gilda de Mello e Souza, colega de revista e do intenso ambiente de debates sobre a cultura, foi casado por 60 anos. Defendeu sua tese de doutorado, publicada depois como o livro \u201cOs Parceiros do Rio Bonito\u201d, em 1954. De 1958 a 1960 foi professor de literatura na Faculdade de Filosofia de Assis. Em 1961, passou a dar aulas de teoria liter\u00e1ria e literatura comparada na USP, onde foi professor e orientou trabalhos at\u00e9 se aposentar, em 1992. Na d\u00e9cada de 1940, militou no Partido Socialista Brasileiro, fazendo oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura Vargas. Em 1980, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Colaborou nos jornais\u00a0<em>Folha da Manh\u00e3<\/em><em> <\/em>e<em> <\/em><em>Di\u00e1rio de S\u00e3o Paulo<\/em>, resenhando as primeiras obras liter\u00e1rias. \u00c9 autor de in\u00fameros livros, atualmente reeditados pela editora Ouro sobre Azul, coordenada por sua filha, Ana Luisa Escorel.<\/p>\n<p><em><strong>Publicado originalmente na edi\u00e7\u00e3o 435 do Brasil de Fato.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Publicado por Ernesto Albuquerque<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antonio Candido: \u201cO socialismo \u00e9 uma doutrina triunfante\u201d Aos 93 anos, Antonio Candido explica a sua concep\u00e7\u00e3o de socialismo, fala sobre literatura e revela n\u00e3o se interessar por novas obras por Joana Tavares, no Brasil de Fato Cr\u00edtico liter\u00e1rio, professor, soci\u00f3logo, militante. 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