{"id":2039,"date":"2011-03-12T21:44:12","date_gmt":"2011-03-13T00:44:12","guid":{"rendered":"http:\/\/radiocidadania.com.br\/blog\/?p=2039"},"modified":"2011-03-12T21:44:12","modified_gmt":"2011-03-13T00:44:12","slug":"itapira-laranjas-atuaram-em-esquema-tucano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiocidadania.com.br\/blog\/2011\/03\/12\/itapira-laranjas-atuaram-em-esquema-tucano\/","title":{"rendered":"ITAPIRA: LARANJAS ATUARAM EM ESQUEMA TUCANO"},"content":{"rendered":"<p>Licita\u00e7\u00e3o suspeita de fraude foi vencida por dona de casa <\/p>\n<p>DANIEL RONCAGLIA e SILVIO NAVARRO<\/p>\n<p>As licita\u00e7\u00f5es que levaram a Pol\u00edcia Civil e o Minist\u00e9rio P\u00fablico a investigar o presidente da Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, Barros Munhoz (PSDB), tiveram concorr\u00eancia simulada e foram vencidas por empresas cujos donos eram laranjas.<br \/>\nA Folha revelou ontem que Munhoz \u00e9 acusado de participar do desvio de R$ 3,1 milh\u00f5es da Prefeitura de Itapira (SP), munic\u00edpio que administrou at\u00e9 2004.<br \/>\nSegundo a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico, foram feitos dezenas de dep\u00f3sitos em dinheiro na conta do deputado, totalizando R$ 933 mil.<br \/>\nAs quatro licita\u00e7\u00f5es investigadas foram vencidas pela Conservias, empresa que tinha como s\u00f3cia uma dona de casa que vive na periferia de Campinas e diz nunca ter ido ao munic\u00edpio de Itapira.<br \/>\nJoleide Ramos Lima afirmou \u00e0 Folha que apenas &#8220;emprestou&#8221; sua assinatura para abrir a empresa, e que nunca tratou de temas relacionados a ela.<br \/>\nEla disse ter sido convencida a assinar os papeis pelo administrador de fato da empresa, Jos\u00e9 Cardoso, amigo da fam\u00edlia havia 20 anos e que j\u00e1 morreu. <\/p>\n<p>A dona de casa afirmou ter sabido das supostas fraudes apenas quando foi chamada a depor na Promotoria.<br \/>\nJoleide tamb\u00e9m foi dona da empresa Coenter Constru\u00e7\u00f5es Ltda., que participou de duas das quatro licita\u00e7\u00f5es, tendo sido derrotada. Na Coenter, ela tinha como s\u00f3cio o marido, o pedreiro aposentado Orlando Lima.<br \/>\nO casal tamb\u00e9m nega qualquer participa\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o da Coenter, tendo emprestado suas assinaturas para a abertura da empresa.<br \/>\nPara o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a empresa participou da licita\u00e7\u00e3o para simular a exist\u00eancia de concorr\u00eancia.<br \/>\nO deputado diz que, \u00e0 \u00e9poca, a empresa cumpriu todas as exig\u00eancias e alega que os dep\u00f3sitos em sua conta s\u00e3o frutos de empr\u00e9stimos e de sua atividade empresarial. <\/p>\n<p>A Folha esteve no endere\u00e7o indicado como \u00faltima sede da Coenter, em Mogi Mirim (SP). No local h\u00e1 um terreno vazio, com mato alto.<br \/>\nTr\u00eas vizinhos disseram que nunca funcionou nenhuma empresa no local.<br \/>\nA reportagem j\u00e1 havia visitado os endere\u00e7os declarados pela Conservias, onde, segundo vizinhos, a empresa nunca funcionou.<br \/>\nBaseado em laudos do Instituto de Criminal\u00edstica, o Minist\u00e9rio P\u00fablico afirma que as propostas apresentadas por concorrentes diferentes nas quatro licita\u00e7\u00f5es foram redigidas na mesma m\u00e1quina de escrever. <\/p>\n<p>Fonte:Folha de S\u00e3o Paulo<br \/>\nPostado por Ernesto Albuquerque<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Licita\u00e7\u00e3o suspeita de fraude foi vencida por dona de casa DANIEL RONCAGLIA e SILVIO NAVARRO As licita\u00e7\u00f5es que levaram a Pol\u00edcia Civil e o Minist\u00e9rio P\u00fablico a investigar o presidente da Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, Barros Munhoz (PSDB), tiveram concorr\u00eancia simulada e foram vencidas por empresas cujos donos eram laranjas. 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